sempre que a vida nos traz amarguras…

devemos as enfrentar com aquele sorriso que tínhamos na infância enquanto mordíamos o caule de uma azeda em fevereiro.

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há qualquer coisa que me cativa em setembro

não sei se são os resquícios de verão, se são as noites frescas ou o dia que anoitece cada vez mais cedo.
gosto das primeiras chuvas,
gosto dos primeiros tons castanhos que anunciam mais um outono a chegar.

lembra-me uma velha cassete da minha infância (hoje seria um podcast…) com histórias sobre o outono. não me recordo de todos as vozes, mas ainda me lembro que a voz do “outono” era a do ruy de carvalho.
certo é que me estes dias me transportam de volta ao velho quarto da minha irmã, banhado pelos últimos raios de sol e sentado nos velhos tacos de madeira encerada.
ali ficava entretido a escutar o final da dita cassete e a cantar o refrão…

O Outono vem devagar, demora um pouco a chegar. O Outono quer folhinhas, o Outono quer folhinhas p’ra se entreter…”

se a citação não for assim mesmo, anda lá por perto! afinal de contas são memórias de uma velha criança!