falta-me o mar.

os dias deste quase inverno que trazem a prometida chuva e o vento que abala a face com o frio, tenho-nos sentido com uma estranha sensação de falta.

por entre o trabalho, o estudo e a vida que corre com a falta de tempo para os meus (com toda a saudade), cresce uma outra e até agora misteriosa inquietude.

uma sensação de falta e só hoje num relance para o monte, naquele instante religioso do café depois do pequeno almoço me apercebi, fechei os olhos e ali estive onde a terra acaba e o céu (hoje certamente carregado de nuvens) encontra o fim.

é que eu também sou feito de mar (não confundir com o verão!),

sou feito do turbilhão no final da onda e do fundão na areia.

do vento norte e do pôr do sol,

do corpo gelado e do sal cristalizado,

do corpo sacudido pela onda forte,

falta-me o mar.

(falta-me a última barraca da fila 4 dos paus azuis…)

 

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blog make wealth history

por um mundo mais sustentável

acompanho o blog make wealth history desde que o descobri aqui nas sugestões do wordpress logo após regressar à minha escrita.

esta semana enviei-lhe uma dica sobre o nosso por cá famoso excedente de produção eléctrica em março e o jeremy williams partilhou-a no seu artigo semanal.

fica a partilha e desafio-vos a acompanhar o seu trabalho.

(xii) tonalidades

Kaleo – I Can’t Go On Without You

lá da islândia, não sei se é do frio que faz, mas volta e meia vêm bons sons.

bem ao estilo do enquanto houver sofrer, haverá amor (uma verdade inabalável deste mundo), o que é certo é que coisas simples como esta melodia bem que podem atenuar , por entre um mar de angústias, ou um infinito de tristezas, as algias de um qualquer coração quebrado.