coincidência ou não

ontem de manhã vi uma gaivota pousada num semáforo vermelho e hoje no mesmo lugar vi outra gaivota mas em cima de uma papeleira… e é isto o que tenho a dizer do caminho de casa para o trabalho ao fim de semana…

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em dias cinzentos

recordo os que não estão.

revejo caras, expressões, sensações, sorrisos e lágrimas.

sinto dores, sinto alegrias.

há uma despedida que nunca foi feita, há um sorriso que faltou dar e uma promessa por cumprir.

a vida segue e o que fica lá atrás condiciona tudo. seguir em frente é sempre o caminho e até o aprendemos a fazer, mas em dias cinzentos podemos nos permitir a por breves instantes recordar que essas feridas estão lá, mais que não seja para perceber os caminhos que seguimos.

vou continuar.

há qualquer coisa que me reconforta,

de cada vez que subo ao cimo de uma oliveira.

o ar é puro e o objectivo é simples… apanhar as teimosas azeitonas que não se deixam cair.

sou da cidade mas aprendi a viver na floresta. não percebo nada do campo, da agricultura, das luas para colher ou dos meses para semear… mas de subir às árvores eu percebo! 

lá do alto deito o olho ao céu, vejo o infinito e deixo a mente vaguear enquanto as mãos e braços se deixam arranjar na rama mais teimosa…

e por instantes imagino e esqueço tudo o que não interessa!

quando não há tempo

precisamos de apelar ao físico quântico que há em cada um de nós para saber como melhor manipular as equações do nosso espaço-tempo.
precisamos de ser ginastas nos jogos olímpicos do “esticar ao máximo”, do “dê lá por onde der”, tantas vezes às custas de horas preciosas de sono.

quando não há tempo é quando aprendemos que o acessório não interessa, o essencial é tudo!
quando não há tempo, quem depende de nós sente a nossa falta (e eu sinto a dor).

quando não há tempo temos de o perder a sorrir com aqueles que nos amam!