(xiii) tonalidades

Lee Fields – Don’t Leave me this way para a La Blogothèque

I don’t expect you to understand
How these memories haunt my mind

como é que um tipo de fato de treino azul e sapatilha de ir ao bowling consegue encher a pont des arts com soul?

simples. chama-se o lee fields, um guitarrista e feito.

mas a verdade vai para além disso. na verdade é que da mesma forma que todos aqueles cadeados estavam ali presos à estrutura da ponte, existe sempre uma pequena constante entre o amor e a dor.

não se sabe o que é amar até um dia se sofrer.
não se sabe o que é amar até um dia se perder.

excelente interpretação do lee, daquele lote que me faz pensar que as melhores músicas são as que nos falam de amor e dor.

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(xii) tonalidades

Kaleo – I Can’t Go On Without You

lá da islândia, não sei se é do frio que faz, mas volta e meia vêm bons sons.

bem ao estilo do enquanto houver sofrer, haverá amor (uma verdade inabalável deste mundo), o que é certo é que coisas simples como esta melodia bem que podem atenuar , por entre um mar de angústias, ou um infinito de tristezas, as algias de um qualquer coração quebrado.

(xi) tonalidades

Michael Kiwanuka – Love and Hate (ao vivo para o the current)

é nas manhãs de inverno que se olha para trás e se vê o caminho já feito.

é nas manhãs de inverno, onde o café tem o sabor amargo das dores vividas mas simultaneamente nos aquece a alma por dentro e nos dá aquele kick de arranque para mais um dia.

deito o olho pela janela e espreito o vazio.

cumprimento os meus demónios, (bom dia como vão?)

sigo para o duche, a água quente apazigua a mente!

(x) tonalidades

Alice Phoebe Lou – Walk on the wild side (Lou Reed cover)

as dores no corpo nem todas são da gripe.

a verdade é que ao olhar o vazio por vezes vejo o reflexo do meu rosto, barba de 4 dias a revelar que mais um ano e toda ela estará branca.

há dias em que parte de mim pede, suplica para ficar ali imóvel. no vazio como que uma tentação por uma qualquer necessidade de sentir.

deixo isso para os instantes.

deixo isso para os pequenos olhares no vazio.

breves segundos para auto controlo de um complexo mar de sonhos e sentimentos que habita na minha mente, mas felizmente para tudo existe acalmia.

o sorriso regressa mas a dor de garganta resistirá por mais uns dias até a gripe passar.

os meus dias têm sido longos

e ainda nem comentei o fim da canção para o “enorme” Charles screaming eagle of soul Bradley!

 

mais do que uma voz marcante, uma força de vontade descoberta tardiamente mas que veio a tempo de cativar uns quantos fãs.

eu era um deles, obrigado charles!