(xv) tonalidades

não preciso de dizer nada. eles já disseram tudo.

 

DEAD COMBO – Povo Que Cais Descalço

“Um país abandonado, deixado à mercê de um destino que não se vislumbra no horizonte. Um povo descalço, que cai a cada passo que dá, empurrado por uma gigantesca mão feita de aço. Paisagens inóspitas arrancadas, à força, do coração de que é feito esta gente. Um coração que bate, forte, indestrutível. O povo que cai, mas que se ergue sempre após cada queda e continua a caminhar. O povo que é o país, o povo que somos nós. Todos.” Dead Combo

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(xiv) tonalidades

The Black Keys – Little Black Submarines

como não gostar de um tema onde se incluí uma das mais duras verdades deste mundo!?

I should’ve seen it glow
But everybody knows
That a broken heart is blind

se é bem verdade que fico sempre animado com esta espécie de blues rock tão típica destes rapazes do ohio, não menos verdade é que o álbum el camino de 2011 é uma beleza de som!

a propósito do el camino, cujo mais famoso tema será sem dúvida lonely boy, um dia irei aqui falar do derrick t tuggle, um genuíno ator, honesto e verdadeiro. um tipo simples que luta no submundo da fama por uma vida melhor e ainda por cima envia sempre os parabéns no facebook aos seus fãs (incluindo eu)

depois da pausa regresso ao meu alucinante final de maio…

ahhhhrrrrrrrrrrrrrrggg (o trabalho está no final!)

 

(xiii) tonalidades

Lee Fields – Don’t Leave me this way para a La Blogothèque

I don’t expect you to understand
How these memories haunt my mind

como é que um tipo de fato de treino azul e sapatilha de ir ao bowling consegue encher a pont des arts com soul?

simples. chama-se o lee fields, um guitarrista e feito.

mas a verdade vai para além disso. na verdade é que da mesma forma que todos aqueles cadeados estavam ali presos à estrutura da ponte, existe sempre uma pequena constante entre o amor e a dor.

não se sabe o que é amar até um dia se sofrer.
não se sabe o que é amar até um dia se perder.

excelente interpretação do lee, daquele lote que me faz pensar que as melhores músicas são as que nos falam de amor e dor.

(xii) tonalidades

Kaleo – I Can’t Go On Without You

lá da islândia, não sei se é do frio que faz, mas volta e meia vêm bons sons.

bem ao estilo do enquanto houver sofrer, haverá amor (uma verdade inabalável deste mundo), o que é certo é que coisas simples como esta melodia bem que podem atenuar , por entre um mar de angústias, ou um infinito de tristezas, as algias de um qualquer coração quebrado.

(xi) tonalidades

Michael Kiwanuka – Love and Hate (ao vivo para o the current)

é nas manhãs de inverno que se olha para trás e se vê o caminho já feito.

é nas manhãs de inverno, onde o café tem o sabor amargo das dores vividas mas simultaneamente nos aquece a alma por dentro e nos dá aquele kick de arranque para mais um dia.

deito o olho pela janela e espreito o vazio.

cumprimento os meus demónios, (bom dia como vão?)

sigo para o duche, a água quente apazigua a mente!

(x) tonalidades

Alice Phoebe Lou – Walk on the wild side (Lou Reed cover)

as dores no corpo nem todas são da gripe.

a verdade é que ao olhar o vazio por vezes vejo o reflexo do meu rosto, barba de 4 dias a revelar que mais um ano e toda ela estará branca.

há dias em que parte de mim pede, suplica para ficar ali imóvel. no vazio como que uma tentação por uma qualquer necessidade de sentir.

deixo isso para os instantes.

deixo isso para os pequenos olhares no vazio.

breves segundos para auto controlo de um complexo mar de sonhos e sentimentos que habita na minha mente, mas felizmente para tudo existe acalmia.

o sorriso regressa mas a dor de garganta resistirá por mais uns dias até a gripe passar.