de quando em vez tenho o privilégio

de ajudar a dar batimento a um coração suspenso na vida com as minhas próprias mãos.

penso nos pequenos de áfrica… será que continuam todos a bater?

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num instante

lembrei-me de uma tarde de primavera quando tinha uns 9 ou 10 anos…

foi há minutos, naquele momento em que deixei a luz entrar depois de acordar de mais uma noite de trabalho.

da lembrança nada tenho a dizer: foram coisas simples, cheiros de primavera e um calor na pele, joelhos sujos e mãos com terra.

apesar da doçura o estranho foi que assim que abri a janela fui bruscamente assolado por um sentir diferente.

porque razão não conseguimos lembrar todos os instantes?
porque razão não conseguimos lembrar os que já não estão?

há lembranças que se perdem,
há pensar que desvanece.

(mas) há sorrisos que serão eternos.

qual será a magia dos autocolantes na fruta?

é surreal mas desconfio que todas as crianças adoram brincar com os autocolantes da fruta.

cá em casa é a festa de cada vez que colo um pêra rocha do oeste na testa… aliás todos os meus sobrinhos a dada altura adoraram brincar com estes autocolantes, eu próprio me lembro de colar em miúdo os das bananas chiquita por todo o lado.

resumindo… comer fruta é bom mas colar autocolantes é uma festa!