existirá uma explicação (talvez até) lógica

para que existam amêndoas da páscoa com nome de gente.

o que é certo é que com ou sem nome eu cá prefiro as de chocolate negro!

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tenho uma certa competência

no que toca a conseguir arrumar tudo e mais alguma coisa na bagageira de um automóvel, porém tenho a perfeita noção que sou um menino comparando as mimhas arrumações com as disposições de artigos apreendidos por uma qualquer força policial…

por dia recebo umas 10 chamadas de um número anónimo…

desde a semana passada que isto é assim todos os dias…

no primeiro dia ainda as recusei a todas mas entretanto activei a opção de rejeição automática do android para números desconhecidos.

portanto, é só mesmo para avisar os queridos senhores da operadora telefónica que o meu telefone já não toca uma única vez…

é claro que podem sempre me ligar de um número real que eu depois adiciono ao meu contacto com o nome “não atender”.

interrogo-me: serei eu o único a odiar chamadas a tentar me impingir a banha da cobra?

clarificação da minha posição na guerra das molas cromaticamente alinhadas

disparate vs obsessão

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(claramente que estou do lado do disparate!)

estou certo que isto não será um tema propriamente novo, mas a verdade é que decorre uma guerra urbana por esses estendais fora e eu sinto necessidade de clarificar a minha posição…

sejam cordas, estendais à moda antiga apoiados numa vara de madeira, estendais fixos ou até mesmo aquela piroseira dos estendais de alumínio que estão sempre a cair e que ninguém sabe onde arrumar quando não está a utilizar, existe algo imutável: a guerra da cor das molas!

a equação numa primeira abordagem poderia ser constituída por duas simples variáveis:
a. quero lá saber do raio da cor da mola
b. jamais irei estender uma peça de roupa com duas molas diferentes

mas a verdade é me tenho apercebido que isto é algo maior, isto é um verdadeiro caso de estudo verificável pela existência dos seguintes conjuntos:

  • os anti madeira – pessoas incapazes de estender roupa com molas de madeira;
  • os naturalistas – pessoas incapazes de estender roupa com molas de plástico;
  • os monocromáticos – pessoas que apenas possuem uma cor de molas do seu cesto;
  • os dicromáticos – pessoas que apenas possuem duas cores de molas no seu cesto;
  • os eu tento, mas é mais forte que eu – pessoas que são capazes de ter no cesto molas diversas, mas incapazes de misturar duas cores ou formatos na mesma peça de roupa, mesmo que tenham de virar o cesto do avesso;
  • os arcos íris – pessoas que dispõem as molas no estendal de acordo com o padrão de 7 cores do arco íris;
  • os escalas de cinza – pessoas que entre o preto, branco e cinzentos lá vão estendendo roupa;

e estou confiante que haverão mais alguns!

não querendo realizar nenhuma dissertação sobre o assunto, nem muito menos tentar perceber o porquê, resta-me apenas dizer que no final sobram os engraçadinhos que dirão que só sabem secar roupa na máquina e ainda as pessoas como eu que agarram na primeira mola que lhes vem à mão, nova, velha, de madeira, de plástico, madeira ou do que for!

existe um certo paralelismo

entre as conversas de elevador e as conversas de vestiário de hospital.

as culpas são sempre do estado do tempo, seja do frio que faz ou da chuva que chove…

escutam-se pérolas de sabedoria, receitas culinárias ou longas conversas poéticas da pessoa que está ao telefone e só diz “hum hum”, “ham ham”, “pois, pois”….

mas mais importante que tudo é graças a essas conversas que escuto que sei de verdades inabaláveis como a que escutei hoje,

pessoa 1:

– Então amanhã é igual a hoje…

pessoa 2:

-É igual, mas amanhã é quinta.

obrigado por me fazerem sorrir!

desassossego imobiliário

a vida aqui no meu bairro até costuma ser bem tranquila.

de um lado a metrópole a perder de vista, o tejo e em dias bons lá bem longe ao fundo a serra da arrábida. do outro a serra, oliveiras ao abandono, perdizes a esgravatar o chão, gatos vadios a caçar no monte…

mas de há uns tempos para cá, desde que algum iluminado escreveu na comunicação social que era um novo bairro meio de luxo, com excelentes acessos e muito tranquilo a minha caixa de correio tem sido constantemente atolada com papéis e papelinhos de imobiliárias, agentes e mediadores, tudo mais ou menos com a mesma lengalenga:

  • procuramos apartamentos neste prédio para venda imediata, (querem uma lupa?)
  • temos clientes para o seu imóvel, (o i não, mas tenho um móvel na garagem que posso vender…)
  • urgente temos um comprador para o seu t3, (se é urgente é pulseira amarela, se for muito urgente é laranja e as emergências se der tempo põe-se a vermelha!)
  • queremos vender a sua casa, (mas eu não!)
  • está na hora de morar na moradia que sempre quis, venda o seu apartamento… (era isso e um alpendre com azulejos e aqueles gnomos de chapéu vermelho na relva)

a estas investidas uma pessoa ainda reage com um sorriso e pensa  nestas e outras possíveis respostas enquanto lá vou eu passear ali ao papelão de sorriso na cara.

o pior é que nas últimas semanas a coisa mudou, simpáticas agentes imobiliárias tocam à campainha ou fazem esperas à porta e abordam quem sai do prédio com um sempre tão fofinho: “não está interessado em vender a sua casa?”

às vezes ainda brinco e digo: – oohhh só o trabalho de ir mudar a conta da luz e da net não compensa!

à insistência sai: – cara amiga por 1m€ e tá feito!

e então os seus vizinhos!? – não os incomode sff que eu gosto destes e depois ainda me calham uns maus!

mas agora a sério, jovens deixem-se disso que se não eu começo a falar em assédio imobiliário!