os verões esgotam-se

a passagem do tempo provoca em nós a certeza que caminhamos para um fim.

os verões em família nos tempos de criança desaparecem, crescemos e queremos viver, descobrir o mundo.

saímos de casa e só anos mais tarde nos apercebemos que para os mais velhos o tempo começa a esgotar.

é certo que vivemos cada vez mais, mas também é certo que a probabilidade de alguma doença de algum tipo incapacitante nos atingir é cada vez maior… de uma maneira ou de outra os verões esgotam-se.

encarar essa realidade de frente e saborear cada instante com a família é talvez uma das maneiras mais nobres de o fazer.

sinto orgulho no fim de semana que vivi com a minha família. que venham mais!

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há qualquer coisa que me cativa em setembro

não sei se são os resquícios de verão, se são as noites frescas ou o dia que anoitece cada vez mais cedo.
gosto das primeiras chuvas,
gosto dos primeiros tons castanhos que anunciam mais um outono a chegar.

lembra-me uma velha cassete da minha infância (hoje seria um podcast…) com histórias sobre o outono. não me recordo de todos as vozes, mas ainda me lembro que a voz do “outono” era a do ruy de carvalho.
certo é que me estes dias me transportam de volta ao velho quarto da minha irmã, banhado pelos últimos raios de sol e sentado nos velhos tacos de madeira encerada.
ali ficava entretido a escutar o final da dita cassete e a cantar o refrão…

O Outono vem devagar, demora um pouco a chegar. O Outono quer folhinhas, o Outono quer folhinhas p’ra se entreter…”

se a citação não for assim mesmo, anda lá por perto! afinal de contas são memórias de uma velha criança!