uma pessoa compreende melhor este inverão,

quando organiza uma festa em casa e de repente percebe que tem de arrumar o armário da entrada para que os amigos possam deixar os casacos pendurados!

 

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as contradições da mente desvanecem sempre

quando este sol quente do final de tarde aquece a pele.
quando o mar de ervas que começam a secar ondula naquele vento que apesar de fresco me sabe bem.

inspiro um pouco deste ar.
inspiro um pouco de vida.
e perco-me no vazio, dou uma volta no horizonte e contemplo o céu.

revejo uma ou duas faces, acalmo três ou quatro dores, cumprimento cinco ou seis mágoas, abraço sete ou oito sorrisos e agradeço nove ou dez momentos (daqueles tão bons!).

inspiro a tarde, equilibro a minha corda bamba entre o passado, o presente e o futuro.

tolos aqueles que pensam que nada conta.
tudo conta!
somos feitos de tudo… do bom e do mau.

se ides ao lidéle comprar pilhas…

estais tramado porque vais apitar no sensor e toda a loja vai pensar que os estais a roubar…

isto até podia ser uma piada, mas não. gosto muito de um certo tipo de pão que se vende naquelas lojas e acontece que no espaço de uma semana por duas vezes comprei umas pilhas (daquelas raras para comandos e brinquedos).

pois bem, das duas vezes apitei que nem um desalmado ao sair da loja porque o raio das pilhas trazem um alarme que a loja acha não valer a pena desativar.

ora sendo eu um indivíduo que acredita na honra de uma pessoa e na sua coluna vertebral devidamente alinhada, confesso que odeio quando um destes alarmes me trata como um bandalho.

a sorte deles é que gosto mesmo do pão…